O neuromarketing é um campo de estudo que combina a neurologia e o marketing. A ideia desse tipo de marketing é compreender como o consumidor se comporta em um nível psicológico.
Entretanto, o neuromarketing mescla diversas áreas e ciências diferentes como a psicologia, a antropologia, a neurociência e o marketing em si.
É fundamental que profissionais de marketing compreendam como esse tipo de marketing funciona para serem bem sucedidos nos seus desafios.
Vamos conhecer os detalhes sobre essa maneira de fazer marketing.
O que é Neuromarketing?
O Neuromarketing foi um termo cunhado pelo professor Ale Smidts e depois explorado pelo médico americano Gerald Zaltman.
Esse é um campo de estudo recente, oriundo das últimas eras na história do marketing.
Como estudo cientifico, o neuromarketing tem objetivo de compreender o comportamento do consumidor.
Já como técnica, tem como objetivo induzir o consumidor para determinadas escolhas. Geralmente, para comprar produtos ou serviços.
Como funciona o Neuromarketing
Ao compreender como o cérebro humano se comporta, suas motivações e gatilhos, é possível conduzir pessoas para tomadas de decisão favoráveis ao que você propõe.
No marketing, os profissionais utilizam esses conhecimentos para gerar mais presença e vendas dos produtos ou serviços que representam.
Por isso, existem discussões importantes sobre o limite ético para o uso de técnicas de neuromarketing ao colocar um produto no mercado.
Afinal, como poderemos encontrar a diferença entre manipulação ou não dentro do neuromarketing?
Os pilares do Neuromarketing

São 3 pilares que definem o neuromarketing:
- Emoção;
- Engajamento;
- Memória.
O foco das ações das marcas fica na emoção.
Isso porque é nesse pilar que fica o sistema límbico do cérebro, responsável por nossas emoções.
Ao atingir o consumidor em um nível emocional, você tem maiores chances de conduzi-lo para uma ação.
Você já ouviu falar daquela frase: “Nós decidimos com o coração e justificamos com a razão”?
Então, é nesse ponto que os profissionais de marketing tentam atingir ao usar o neuromarketing.
Por exemplo, ao se emocionar com uma campanha que vemos na TV, podemos começar a seguir uma marca nas redes sociais (engajamento) e, com isso, veremos cada vez mais publicações dela (memória).
O Neuromarketing e a Neurociência
A neurociência está intimamente ligada ao neuromarketing.
Afinal, é através da ciência neurológica que podemos compreender como o cérebro se comporta.
Por sua vez, a neurociência é o estudo do sistema nervoso.
O objetivo é relacionar a fisiologia, comportamento e o sistema nervoso.
Em resumo, estuda como o ser humano se comporta.
Então, podemos aplicar esses estudos de comportamento e transformá-los em técnicas para serem utilizadas no marketing.
Técnicas de Neuromarketing
Agora que você sabe o que é neuromarketing, vamos explorar algumas técnicas conhecidas para você utilizar.
Storytelling
O storytelling é a arte de contar histórias.
Os seres humanos adoram histórias.
Isso porque, segundo os neurocientistas, as histórias têm um papel importante na sobrevivência da espécia humana.
Foram através das histórias que os primeiros indivíduos aprendiam sobre seu ambiente, riscos ao seu redor e evoluíam.
De alguma forma, fomos aprendendo a ficar fisgados por histórias.
Então, o storytelling passou a ser uma técnica de neuromarketing usada por diversas marcas para atrair a atenção do consumidor.
Por isso, lembre-se dessa técnica nas suas ações de marketing.
Psicologia das Cores
As cores têm forte representação na nossa tomada de decisão.
Afinal, ao longo de toda a evolução da espécie humana, fomos atrelando determinadas cores com determinados sentimentos.
E as marcas sabem disso.
Ao criarem suas planos estratégicos e arquétipos de marca, elas levam a psicologia das cores em consideração.
Por exemplo, a cor vermelha é uma cor que remete a fome ou necessidade de se saciar.
Talvez seja porque a carne tem cor avermelhada, e era nessa hora que nossos ancestrais matavam a fome.
Então, não é à toa que as marcas mais conhecidas de alimentação (principalmente as de fast-food) usam a cor vermelha em suas marcas.
Conhecer como as cores se comportam no ser humano é fundamental para que você conduza sua estratégia de marketing de forma eficaz.
Gatilhos Mentais
Os gatilhos mentais ou iscas mentais são truques que conduzem nosso cérebro para uma ação. Muitas vezes de forma irracional.
Existem dezenas de gatilhos mentais descobertos pelos neurocientistas e eles são amplamente utilizadas em qualquer material de marketing que você conheça.
Alguns dos principais gatilhos mentais são:
- Prova Social;
- Escassez;
- Urgência;
- Autoridade;
- Reciprocidade;
- Novidade;
- Exclusividade;
Porém, existem muitos outros gatilhos que podem ser usados a fim provocar uma resposta no consumidor.
Vieses Cognitivos
Os vieses cognitivos são outra técnica usada no neuromarketing.
Nosso cérebro evoluiu ao longo de mais de 150 mil anos para nos ajudar a sobreviver.
Por isso, existe uma espécie de algoritmo que toma decisões sem que precisemos pensar muito e que, geralmente, nos garantem a sobrevivência.
Então, tendemos a fazer alguns julgamentos de forma muito rápida em diversas ocasiões.
Um viés é isso: uma tendência.
Ao longo dos anos, os neurocientistas descobriram centenas de vieses cognitivos.
E, claro, os profissionais do marketing foram correndo aprender sobre eles e a como fazer com que os consumidores tomem decisões favoráveis para seus produtos.
Alguns exemplos de vieses cognitivos comuns são:
- Efeito manada: a tendência de quando muitas pessoas escolhem algo, nós também escolhemos o mesmo.
- Viés de confirmação: É a tendência para procurar ou interpretar informações de uma maneira que confirme preconceitos próprios, o que é relacionado ao conceito de dissonância cognitiva.
- Efeito Dunning-Kruger: tendência de pessoas pouco qualificadas de superestimarem suas próprias habilidades.
Os vieses cognitivos são amplamente relacionados com os gatilhos mentais.
Afinal, os gatilhos mentais “puxam o gatilho” para que um viés aconteça.
Como fazer neuromarketing no seu negócio
Para aplicar o neuromarketing no seu negócio, basta que você passe a conhecer os mecanismos do cérebro e como nos comportamos.
Aqui, demos o pontapé inicial em técnicas e formas de como o neuromarketing é utilizado.
Agora, é você quem precisa continuar aprofundando seus estudos.
Mas, o mais importante é compreender o limite entre auxiliar o consumidor a tomar uma decisão em um mundo cheio de informação e manipular ele.