O Marketing Digital mudou o mundo. Isso é um fato. Com ele, as empresas tiveram oportunidades que antes se quer poderiam imaginar para alcançar potenciais clientes.
Existem diversas definições para marketing digital, e uma das mais interessantes é a da DigitalMarketer:
O marketing digital é o ato de promover e vender produtos e serviços, aproveitando táticas de marketing online, como marketing de mídia social, marketing de pesquisa e email marketing.
Ou seja, marketing digital nada mais é do que divulgar produtos e serviços através das mídias digitais.
Ao longo do tempo, ele vem se atualizando e se aprimorando, criando um mercado trilionário sem precedentes.
Por isso, pode ser difícil conhecer tudo sobre o marketing digital. Mas, nesse conteúdo vamos mostrar passo-a-passo tudo o que você precisa saber sobre essa ciência.
Então, continue conosco…
O que o Marketing Digital NÃO É?
Antes de entrar em profundidade nas táticas de marketing digital, você precisa entender que o Marketing Digital não é apenas uma OU outra coisa.
Um bom estrategista de marketing entende que esse é um mercado de E e não de OU. Ou seja, quanto mais estratégias você conseguir conduzir a aproveitar, melhor. Uma nunca exclui a outra.
Entretanto, devido a abrangência do assunto, é natural alguns profissionais limitarem a uma parte do assunto que lhes convém.
Alguns podem limitar o marketing digital a trabalhar na Hotmart como afiliado, outros podem limitar ao Inbound Marketing e outros podem ainda achar que marketing digital são apenas Lançamentos de Infoprodutos.
Por exemplo, o Joba fez uma série muito legal sobre como ser um afiliado de produtos e trabalhar com a divulgação desses produtos:
Contudo, o Marketing Digital NÃO É apenas divulgar produtos da Hotmart. Ele é TAMBÉM isso e essa pode ser uma grande fonte de receita, assim como é para o Joba.
Contudo, cuidado ao limitar as oportunidades que você possui colocando o marketing digital numa caixinha.
Portanto, meu convite para você é enxergar de maneira mais abrangente o marketing digital e explorar as táticas que mais funcionam com seu estilo e modelo de negócio.
Marketing tradicional vs. marketing digital
Qual a diferença entre o marketing digital e o marketing tradicional?
Tudo começa entendendo o que significa a palavra “marketing”.
Marketing ou mercadologia significa “ir para o Mercado”, “Mercadizar”. Então, marketing é a ciência e a arte de explorar, criar e entregar valor para satisfazer as necessidades de um mercado-alvo com lucro.
Nesse sentido, não há porque separarmos o marketing em digital ou tradicional. Tudo ainda é marketing. Apenas mudamos a maneira de trabalhar com ele, adicionando os componentes que a internet proporciona para se criar valor para as necessidades do mercado.
Contudo, é importante entender o que levou a essa grande mudança na forma de lidar com o marketing e porque hoje é fundamental que todo negócio preste atenção e atue com uma estratégia de marketing digital.
Como o Marketing Digital funciona?
O conjunto de táticas para aplicar uma estratégia de marketing digital é imenso. E é aqui que muitas pessoas se confundem.
Afinal, o marketing tradicional possuía objetivos que muitas vezes eram vagos ou pouco tangíveis.
Por exemplo, você sabe quantas pessoas exatamente viram seu anúncio em um jornal?
Provavelmente não.
Portanto, a única métrica que você poderia considerar era o Alcance.
Você poderia saber quantas impressões o jornal fazia por dia, portanto teria uma ideia da distribuição e quantas pessoas em potencial seriam alcançadas.
Mas, dificilmente saberia quantas pessoas de fato viram e leram seu anúncio, quanto mais tomar uma ação perante ele.
Logo, o marketing feito antigamente era em sua maioria muito subjetivo.
O marketing digital chegou para acabar com isso.
Por que fazer Marketing Digital?
Hoje, na era dos dados, é possível possuir um conjunto de métricas que permite tomar decisões muito mais assertivas de investimento para atingir um mercado em potencial.
Você pode saber a nível de detalhe quanto custa para alcançar um determinado público, quanto custa para adquirir e manter um cliente e qual o melhor canal para seu negócio.
Esse conjunto enorme de vantagens competitivas colocou um holofote para o marketing digital. Entretanto, não devemos ignorar o marketing off-line.
As melhores estratégias são combinações de estratégias de marketing digital com ativações off-line, no mundo real. Mas, esse é um assunto para outra hora.
10 Estatísticas Reveladoras sobre o Marketing Digital
Descubra algumas estatísticas interessantes sobre o marketing digital:
- Mais de um terço dos diretores de marketing acredita que o digital será responsável por 75% dos gastos de marketing nos próximos cinco anos (Fonte: AdWeek)
- 85% dos cliques resultantes de uma procura são de links orgânicos. (Fonte: Unbounce)
- As campanhas de marketing de influencers conseguem 6,5 dólares por cada dólar gasto. (Fonte: Digital Marketing Institute)
- Está previsto que o gasto em publicidade global supere os 375 bilhões de dólares em 2021. Mais de 75% desse investimento vai para o digital. (Fonte: eMarketer)
- Em 2020 serão investidos mais de 65 bilhões de dólares em publicidade de display programática. (Fonte: eMarketer)
- 84% das pessoas esperam que as marcas criem conteúdos. (Fonte: NewsCred)
- Em 2022, espera-se que o canal de voz represente um mercado de 40 bilhões de dólares. (Fonte: OC&C Strategy Consultants)
- No mundo online, os adultos de entre 18 e 34 anos têm maiores probabilidades de seguir uma marca através das redes sociais. (Fonte: Marketing Sherpa)
- 90% das marcas usam as redes sociais para aumentar o reconhecimento de marca. (Fonte: Hootsuite)
- O número de links inbound numa empresa pode aumentar até um 97% se essa empresa tem um blog. (Fonte: Hubspot)
Logo, se você não colocou as táticas de marketing digital no seu planejamento estratégico, está correndo um grande risco de ficar para trás.
Mas, antes de adentrarmos nas táticas de marketing digital, precisamos conhecer os conceitos que vamos abordar ao longo desse conteúdo.
Conceitos do Marketing Digital
Para começar a utilizar as estratégias do Marketing Digital, vamos primeiro conhecer alguns conceitos importantes. Afinal, é importante dar nome as coisas, não é?
Então, aqui estão os principais conceitos utilizados no marketing digital.
O que é Jornada de Compra?
Para compreender com profundidade o marketing, inclusive o marketing digital, precisamos entender como o consumidor se comporta.
Uma das melhores maneiras de entender o comportamento de compra de um potencial cliente é criando a chamada Jornada de Compra.
A Jornada de Compra é o caminho que o potencial cliente percorre em todo relacionamento com a marca. Desde a descoberta até a decisão de compra do produto através de um determinado fornecedor e não de outro.
Para entender a Jornada de Compra existem muitas metodologias e vamos apresentar algumas aqui. Por exemplo, a jornada de compra pode ser aplicar na estratégia de Inbound Marketing e na estratégia de Customer Value Journey.
Lead
Lead é todo visitante no seu site que fornece seus dados em troca de algo de valor.
Por exemplo:
- Alguém que deixou o e-mail dela em troca de receber sua newsletter;
- Um visitante na loja que deixou seu número de telefone para receber uma promoção;
- Visitante no seu site que deixou o contato para baixar um ebook.
Ou seja, toda pessoa que deu um passo a frente no relacionamento com você e decidiu compartilhar algum contato para que você continue oferecendo conteúdo ou algo de valor para ele.
Finalmente, a geração de leads é parte fundamental em toda estratégia de marketing digital.
Seu lead ideal deve se encaixar na sua Persona.
Persona ou Buyer Persona
Persona é diferente de público-alvo.
Público-alvo é um recorte de seus clientes ou leads com informações demográficas (idade, sexo, região e etc.).
Persona é uma pessoa imaginária que representa seu cliente ideal, com informações demográficas e psicográficas (desejos, comportamento, pensamentos e etc.).
A persona é um retrato detalhado e específico do seu cliente ideal. E é nele que você precisa focar ao criar seu planejamento de marketing digital.
Por fim, seu negócio pode ter 1 ou mais personas, dependendo do produto que você vende.
Funil de vendas
Um termo muito comum no marketing digital é o funil de vendas.
Funil de vendas é a representação da sua jornada de compra dividido em etapas de relacionamento. Assim, faz literalmente fazendo alusão a um funil.
Mas, não são todos os visitantes do seu site que compram de você, certo?
Logo, é correto afirmar que no topo do funil de vendas se encontrarão a maior parte dos seus visitantes. E, no final do funil ou fundo do funil, estarão aqueles que seguiram adiante no relacionamento com você, que é um número menor de pessoas.
O funil de vendas do marketing digital é dividido basicamente em 3 partes:
- Topo de Funil (ToFu);
- Meio de Funil (MoFu) e;
- Fundo de Funil (BoFu);
Esse conceito tem diferentes representações dependendo da estratégia de marketing digital utilizadas. Portanto, você vai encontrar o funil de vendas em formas diferentes dependendo da estratégia utilizada.
Landing Page
Landing Page é um termo que se refere a qualquer página do seu site que seu visitante caia.
Por exemplo, se alguém viu um anúncio seu em uma busca no Google e clicou nele, ele vai ser direcionado para uma landing page. Essa landing page pode ser a página principal do seu site ou qualquer outra.
Porém, é comum utilizar o termo para Páginas de Captura. Por sua vez, as páginas de captura tem o objetivo de capturar o contato do visitante e possui essa única função.
Em uma Landing Page de Captura, você geralmente vai encontrar um formulário para coletar informações como nome, e-mail e telefone do visitante.
E-mail Marketing
E-mail marketing consiste no envio em massa de e-mails para sua base de contatos. O objetivo do e-mail marketing é continuar o relacionamento com seu lead para que ele não apenas lembre de sua marca, mas progrida no seu funil de vendas.
Você vai utilizar o e-mail marketing muitas vezes a partir do Meio do Funil de vendas. Afinal, eles serão utilizados para nutrir seus leads com mais conteúdo educacional.
Para enviar e-mail marketing, você precisa do apoio de ferramentas de envio de e-mails e de automação.
O e-mail marketing é dividido em 3 categorias:
- Transacional;
- Relacional e;
- Promocional;
Você pode utilizar desse recurso em diversas estratégias diferentes e criar variados fluxos de automação.
Fluxos de Automação
Fluxo de Automação é uma sequência de e-mails marketing automatizadas e cadenciadas através de alguma ferramenta de automação de e-mails.
Esse recurso serve para dar escala às suas estratégias de e-mail marketing. Afinal, você consegue definir sequências de quando o e-mail é disparado e com base no comportamento do seu lead.
Algumas ferramentas que fazem automação de e-mail são:
- ActiveCampaign
- Leadlovers
- RD Station Marketing
- Hubspot Marketing
- Marketo
- Mailchimp
- E-goi
Agora, você precisa conhecer quais as estratégias de marketing digital mais conhecidas para aplicar essas campanhas, como e, principalmente, quando aplicar na sua estratégia de marketing digital.
Vamos a algumas delas:
Estratégias de Marketing Digital
Você pode aplicar os conceitos de marketing digital para criar diversas estratégias diferentes.
É importante entender que cada negócio pode se beneficiar de uma ou mais estratégias. Portanto, as estratégias de marketing digital podem ser complementares e não excludentes.
Isso significa que você pode moldar seu planejamento de marketing como peças de lego. Ou seja, você usar uma estratégia de Marketing de Afiliados e de Inbound Marketing para o Produto X e pode usar uma estratégia de Lançamentos Digitais para o Produto Y.
Vamos agora conhecer as principais estratégias de marketing digital:
01. Customer Value Journey ou Customer Value Optimization
O Customer Value Journey ou Jornada de Valor do Cliente é uma metodologia criada pela DigitalMarketer, que mapeia a jornada de compra desde o conhecimento do cliente sobre a marca até o momento em que ele se torna um fã e evangelista da marca.
Ryan Deiss, CEO e fundador da DigitalMarketer possui uma famosa frase, que diz o seguinte:
Você não pede sua paquera em casamento no primeiro encontro. Então, por que pede ao visitante do seu site para comprar logo na primeira visita?
Faz sentido?
A ideia do Customer Value Journey é criar uma estratégia de marketing digital capaz de oferecer os recursos e produtos certos no momento certo, conforme o estágio de envolvimento do cliente com a marca.
O CV Journey é dividido em 9 etapas:
- Descoberta
- Engajamento
- Inscrição
- Conversão
- Excitação ou Surpresa
- Ascensão
- Defensor
- Promotor
Vamos detalhar cada uma das etapas do Customer Value Journey:
Etapa 01: Descoberta (Aware)
Antes de alguém comprar de você, precisa conhecê-lo.
Essa é uma etapa auto-explicativa. Ninguém nasceu conhecendo o Google ou a Coca-Cola.
O mesmo funciona com sua empresa e com os serviços ou produtos que você vende.
Nesta etapa, seu foco deve ser em criar presença digital e fazer com que os seus potenciais clientes conheçam você.
Alguns exemplos de conteúdo que geram presença para sua marca são:
- Alguém que viu um anúncio no Facebook sobre uma nova papelaria na região;
- Um gerente de escritório que está buscando no Google um novo fornecedor de tintas de impressora;
- Estudante que viu um vídeo no Instagram sobre um novo fone de ouvido que cancela o som externo;
O Facebook Ads e Instagram Ads são perfeitos para gerar presença nessa fase de Descoberta. Afinal, você pode alcançar pessoas que nunca ouviram falar de você enquanto elas estão rolando na linha do tempo.
Etapa 02: Engajamento (Engage)
Nesta etapa, o foco está em fazer com que a pessoa interaja com o conteúdo que você possui.
É como uma paquera responder o seu bilhete ou sua abordagem para conhecer ela. Vocês começam a conversar.
Seu conteúdo precisa ser interessante o bastante para fazer ela interagir.
Exemplos de conteúdo que geram engajamento são:
- Alguém que comenta no seu post de blog;
- Uma mãe que assiste uma série de vídeos sobre como cuidar do seu bebê;
- Um rapaz começa a reagir em todos os posts na rede social;
A partir do momento que seu potencial cliente percebe o seu conteúdo (awareness) e gosta dele (engage), podemos ir para a próxima etapa.
Etapa 03: Inscrição (Subscribe)
Aqui é um momento decisivo da jornada de compra baseada no Customer Value Journey. Afinal, é onde fazemos a comparação com a paquera que troca o telefone com você.
Na etapa de Inscrição, você deve fornecer algo de valor o suficiente para que o potencial cliente esteja disposto a trocar por seus dados, de modo que vocês continuem a conversa.
Exemplos de conteúdos que geram inscrição são:
- Uma assistente financeira que visitou seu blog e clicou num banner para baixar uma planilha gratuita;
- Um professor que se cadastra em um webinar de uma entrevista sua com um especialista;
- Uma mãe que se cadastra na sua newsletter para receber novos vídeos através do e-mail;
Nesta etapa você vai precisar de algumas ferramentas como um construtor de páginas de captura e uma ferramenta de envio de e-mails para a base que se cadastra.
Etapa 04: Conversão (Conversion)
Na etapa de Conversão, você está em um momento mais avançado do relacionamento. É como o “primeiro beijo” com seu potencial cliente.
A menor conversão possível entre você e ele.
Aqui, vocês já se conhecem e ele confia no valor que você entrega.
Mas, você ainda não pedirá ele em casamento, certo?
Logo, não ofereça aquilo que você tem de melhor ainda. Vá com calma.
Exemplos de produtos de conversão são:
- Alguém que se inscreve para uma demonstração de 7 dias grátis da sua plataforma;
- Uma mãe que compra um livro eletrônico (ebook) de cuidados com o bebê por R$ 7,00;
- Um estudante que assina o Spotify por R$ 9,90 por 3 meses;
O foco aqui é transformá-lo de prospecto (cliente em potencial) em cliente. É como virar uma chave na mente daquela pessoa.
A partir daquele momento, ela assume um compromisso maior com você. E é aqui que você precisa surpreendê-la!
Etapa 05: Excitação (Excite)
Você precisa oferecer uma experiência única para as pessoas que chegaram até aqui.
Elas se comprometeram com você. E estão esperando que esse relacionamento seja duradouro. Mostre à elas que não há nada como ser um cliente seu. Invista na experiência que ela possui com a marca.
Não é hora de se preocupar com o lucro ainda. Lembre-se, você precisa surpreendê-la antes de pedi-lá em casamento.
Exemplos de conteúdos que geram excitação são:
- Um casal que compra café online e ganha canecas de brinde personalizadas com seus nomes;
- Um analista de TI que começa a testar as funções básicas de um software e ganha a versão premium por 30 dias;
- Um estudante que assina o Spotify e recebe um passo-a-passo de como construir suas playlists;
Essa é uma ótima hora para o chamado Overdelivery. Ou seja, entregar mais do que foi pedido. Com isso, você terá um cliente mais fiel e que adora sua marca.
O que você pode fazer para criar uma experiência UAU para seu cliente?
Etapa 06: Ascensão (Ascension)
Você tem um cliente que ficou surpreendido com sua entrega. Você foi além e ele está disposto a manter o relacionamento com você de forma duradoura.
Agora sim, é o momento do grande pedido!
Essa é sua chance de mostrar o que você tem de melhor, sua Oferta Principal.
A partir disso, você pode investir em avançar ainda mais seu relacionamento através de Upsells.
Upsells são adições na sua oferta principal. Como uma escada de produtos que você pode oferecer para aqueles que desejam avançar cada vez mais.
Exemplos de ascensão são:
- Um casal que reservou hospedagem através do seu site e comprou um adicional de café da manhã no quarto com hidromassagem;
- Um pai que comprou uma câmera por R$ 1.000,00 e adicionou uma bolsa, novas lentes e um tripé por mais R$ 600,00;
- Uma mulher compra um novo carro e assina uma mensalidade de R$ 30,00 por mês para lavagem do carro ao invés de pagar R$ 20,00 em cada lavagem individual;
Você pode ser inventivo e oferecer diversas formas de seu cliente avançar no relacionamento com você através de upsells e dos chamados Profit Maximizer (maximizadores de lucro).
Etapa 07: Defensor (Advocate)
Nesta etapa, você tem um cliente fiel que defende sua marca. Portanto, é um ótimo momento de ficar atento ao comportamento que ele exerce e parabenizá-lo por defender seu produto ou serviço.
Esse é um movimento natural do cliente satisfeito e não pode ser forçado.
Exemplos de marketing de defensor são:
- Uma mulher compra um novo batom e faz um vídeo de review do produto no Youtube;
- Alguém pergunta sobre como é usar seu produto em um grupo do Facebook e um cliente responde positivamente sobre a experiência que teve com você;
- Um assinante oferece feedback no seu site após usar seu serviço;
Você pode incentivar seu cliente a oferecer um feedback através de e-mails de feedback ou formulários de pesquisa.
Etapa 08: Promotor (Promote)
Aqui você tem um cliente fiel que adora sua marca e a defende na internet.
Os promotores são diferentes dos defensores porque eles falam positivamente da sua marca de forma ativa.
Eles criam comunidades inteiras em torno do seu produto e estão dispostos a mostrar para todos que conhecem de maneira espontânea.
Esse é um movimento muito importante. Afinal, as pessoas ouvem de alguém que elas conhecem sobre a experiência com sua marca e por isso tendem a se tornar seus clientes mais facilmente.
Nesse momento, você tem grandes chances de ganhar escala com seu produto.
Você pode oferecer incentivos para esses promotores.
Exemplos de marketing de promotores são:
- Um homem faz um podcast sobre Finanças e ganha 10% de comissão cada vez que alguém um ouvinte entra em um link específico e compra o software financeiro;
- Uma professora ganha um ingresso grátis para assistir um seminário a cada 5 pessoas pagantes que ela traz;
- Uma agência de marketing faz uma parceria com um software de automação e ganha comissão pela revenda;
O marketing de promotores pode ajudar você a conquistar novos clientes por um custo menor.
É muito semelhante com o marketing de afiliados. A diferença é que a Afiliação é apenas uma das formas do marketing de promotores.
Outros exemplos de modelos marketing de promotores, além de Afiliado:
- Revenda (reseller)
- Parceiro de implementação (Implementation Partner)
- VAR (Value-added reseller)
- Parceiro de tecnologia (Tech Partner)
Como aplicar o Customer Value Journey
A metodologia da DigitalMarketer é uma das mais robustas e completas estratégias de marketing digital.
Costuma ser muito efetiva em qualquer tipo de negócio que consiga criar diferentes faixas (tiers) de produtos ou serviços.
A intenção é levar o potencial cliente da Descoberta até o momento em que ele se torne promotor, seguindo uma lógica de 3 tiers de produto:
- Tripwire
- Core Offer ou Oferta Principal
- Profit Maximizer (Maximizador de Lucro)
O que é Tripwire?
Tripwire é um produto de entrada. Ou seja, o menor valor monetário possível que um potencial cliente possa pagar para se tornar um cliente.
Mas, essa transação monetária pode inclusive ser ZERO.
Tudo o que você precisa fazer é demonstrar valor para este cliente, mesmo que ele não pague nenhum valor monetário, para que ele saiba que está usufruindo de algo pago.
Infoprodutos costumam funcionar muito bem aqui, por exemplo:
- Ebooks;
- Planilhas;
- Assinaturas sem contrato;
Mas, também funciona para negócios físicos.
Por exemplo, eu conheci uma banca de venda de doces marroquinos. Eles oferecem um pequeno pedaço do doce para todas as pessoas que passam pela banca. Uma degustação.
Isso é um Tripwire. Uma “armadilha” para você virar a chave e comprar mais.
O que é Core Offer?
A sua Oferta Principal. De toda sua carteira de produtos, existe aquela que você quer vender e é a razão da sua existência.
Por exemplo, o Core Offer de uma banca de cachorro quente é o cachorro quente em si.
O que é Profit Maximizer?
É tudo aquilo que você pode vender para complementar o lucro da sua venda ou fazer um cliente comprar mais.
Por exemplo, na banca de cachorro quente, um maximizador de lucro pode ser um refrigerante ou o molho extra.
Para aplicar a metodologia do Customer Value Journey você precisa criar CAMPANHAS de marketing e mover seus prospectos de maneira INTENCIONAL através da jornada.
Para isso, você precisa entender como criar campanhas de marketing.
02. Marketing de Afiliados
O Marketing de afiliados é outra tática de marketing digital que pode se tornar uma ótima maneira de atingir um mercado-alvo. Afinal, ele é um dos simples de se ingressar e começar a apresentar resultados.
Mas o que é o marketing de afiliados? O que é ser um afiliado?
Veja esse vídeo completo sobre como funciona o Marketing de Afiliados:
Um afiliado é um representante de vendas, literalmente afiliado a um produto, serviço ou produtor. Esse tipo de tática de marketing tem crescido muito nos últimos anos pela facilidade de entrada para iniciantes no marketing digital.
Além disso, plataformas como Hotmart, Eduzz, Monetizze e outras tem permitido que os afiliados tenham ampla variedade de atuação, assim como os produtores e infoprodutores.
Como funciona ser afiliado de um produto?
No marketing de afiliados, você basicamente precisa criar estratégias e táticas para divulgação do produto que você se candidatou a representar.
Geralmente, você pode escolher os produtos que acha mais interessante em uma vitrine.
Depois, recebe links de divulgação e, em alguns casos, os produtores cedem banners, modelos de e-mail e algumas estratégias promocionais para facilitar a venda.
Com isso, a cada venda, você recebe uma comissão por venda do produto. Porém, essa comissão é definida pelo produtor e pode variar bastante.
Portanto, seu trabalho é equilibrar o tipo de comissão e o quanto vai receber de fato por venda.
Por exemplo:
- um infoproduto que tem preço de venda de R$ 5.000,00 com comissão de 10% é mais vantajoso em termos de receita do que um produto que tem preço de venda de R$ 2.000,00 mas que possui comissão de 20%.
- Contudo, o produto de R$ 2.000,00 pode ser mais fácil de vender do que o produto de R$ 5.000,00 e, por isso, você pode ganhar no volume de vendas.
No marketing de afiliados, o produtor não possui nenhuma responsabilidade em oferecer subsídios para que você divulgue o produto, mesmo que isso facilite a venda.
Então, não espere que todo produtor entregue algum tipo de recurso para que você divulgue, sendo financeiro ou não.
Vantagens de ser afiliado trabalhando com marketing digital
A vantagem de ser um afiliado de infoprodutos (produtos baseado em informação) é que você não precisa dedicar tempo na administração de um negócio.
Ou seja, como afiliado, você não precisa criar um produto, precificar, cuidar dos clientes e fazer a gestão da sua equipe.
Além disso, você pode se afiliar a quantos produtos desejar e achar que pode distribuir e divulgar.
Sem dúvida, essa é uma das maneiras mais fáceis de conseguir iniciar como profissional de marketing digital.
03. Inbound Marketing
O Inbound Marketing foi profundamente difundido pela Hubspot, após compreender um conceito simples:
“Vale muito mais a penas cuidar do jardim para atrair as borboletas, do que tentar caçar as borboletas”.
Com isso em mente, você pode entender melhor o que é o Inbound Marketing.
Essa tática de marketing digital foca em atrair os potenciais clientes através da produção de conteúdo relevante e educativo, de forma a fazê-lo passar pelo funil de vendas.
Funil de vendas do Inbound Marketing
O Inbound Marketing divide a Jornada de Compra do cliente em 3 etapas fundamentais:
- Topo de funil ou Top of Funnel(ToFu)
- Meio de funil ou Middle of Funnel (MoFu)
- Fundo de funil ou Bottom of Funnel (BoFu)
Dessa forma, temos uma espécie de funil onde no topo teremos as pessoas que visitam nosso site e conteúdos. Mas, nem todas se engajam e fornecem seu contato para receber mais conteúdos.
Enfim, ainda menos pessoas se demonstrarão aquecidas e nutridas a ponto de tomar uma decisão de compra no fundo do funil.
Em cada etapa desse funil, o cliente em potencial está num momento diferente, e a medida que aprofunda no relacionamento com a empresa e com o problema que ele enfrenta, suas concepções e dúvidas mudam.
As fases de Jornada de Compra do cliente são basicamente 3, podendo ser subdividas depois:
- Descoberta do problema
- Conscientização do problema
- Tomada de decisão sobre o problema
As etapas da Jornada de Compra combinam com as fases do funil de vendas e permitem abordagens diferentes para momentos diferentes, auxiliando o potencial cliente da maneira correta no momento correto.
Por isso, o Inbound Marketing costuma ser uma tática de marketing mais efetiva em termos de conversão do que o Outbound Marketing. Mas, para utilizar e ter resultados com uma estratégia de Inbound Marketing, você precisa de paciência. Afinal, os resultados demoram mais a aparecer.
Que tipo de conteúdo produzir em cada etapa do Funil para ajudar no Marketing Digital?
Separamos os tipos essenciais de conteúdo que você pode produzir em cada etapa do funil e Jornada de Compra do cliente:
- Topo de Funil: conteúdos educativos, blogs, podcast, vídeos instrutivos sobre temas superficiais do seu mercado de atuação.
- Meio de Funil: conteúdos que ajudem a solucionar um problema específico, blogs demonstrando mais o “como” e não tanto “o que”, vídeos tutoriais de como resolver um problema.
- Fundo de Funil: conteúdos de comparação entre produtos, estudos de caso de cliente que tiveram sucesso com sua solução, demos e trials do produto.
04. Outbound Marketing
O Outbound Marketing é a estratégia de “ir buscar” o cliente onde ele está. A diferença para o Inbound Marketing é que no outbound você não cria tantos conteúdos educativos e prospecta clientes frios.
Quando digo “frio”, quero dizer que esse potencial ainda não conhece sua empresa e nunca ouviu falar de você.
É como abordar alguma pessoa qualquer na rua e tentar vender para ela.
Funciona. Mas, você vai precisar de um número muito maior de abordagens para conseguir converter um.
A vantagem em relação ao Inbound Marketing, é que essa tática pode trazer resultados mais a curto prazo, visto que você pode esbarrar em alguém que esteja interessado na sua solução.
Contudo, a sua conversão tende naturalmente a ser menor.
Funil de vendas no Outbound Marketing
No Outbound Marketing o funil de vendas funciona um pouco diferente. Na verdade, ele pode ser combinado com o funil de Inbound, formado o chamado Funil em Y.
Enquanto no Inbound Marketing o foco está na atração e conversão do visitante, o Outbound foca na identificação e abordagem dos chamados Smart Leads.
Alguns tipos de conteúdo para serem produzidos no Outbound Marketing são:
- Topo de Funil: e-mails de prospecção e abordagem para enviar para sua lista de contatos;
- Meio de Funil: ligações, mensagens no Linkedin ou Whatsapp;
- Fundo de Funil: conteúdos de comparação, estudos de caso e materiais que reforcem a decisão de compra do cliente.
05. Marketing de Conteúdo
Marketing de conteúdo é o ato de produzir conteúdos de diversas maneiras com foco na atração, conversão e tomada de decisão do lead.
O que é conteúdo? Aqui vão alguns exemplos:
- Posts no blog;
- Atualizações nas mídias sociais;
- Infográficos;
- Podcasts;
- Fotos;
- Vídeos;
- Ebook;
- Quiz;
- Uma página do seu site;
- Página de vendas…
Sim! Tudo isso é conteúdo.
O maior erro dos estrategistas de marketing digital é pensar que marketing de conteúdo é apenas blog.
Blog é uma parte importante da estratégia de marketing de conteúdo. Mas, como disse, é apenas PARTE dela.
Você precisa produzir conteúdo para as 3 fases do Funil de Vendas se quiser ter uma estratégia de marketing de conteúdo robusta:
- Produzir conteúdo que gere atração para seu site (ToFu);
- Conteúdo que facilite a avaliação do seu lead (MoFu);
- E conteúdo que auxilie na tomada de decisão de compra dele ou uma conversão (BoFu)
Que tipo de conteúdo produzir para minha estratégia de marketing digital?
Por isso, blogs são uma ótima ferramenta para gerar atração. Mas, não são tão eficazes para ajudar na avaliação e auxiliar na tomada de decisão do seu lead.
Partindo dessa premissa, podemos dizer que o Marketing de Conteúdo é uma estratégia que envolve toda a empresa e não apenas o time de marketing.
Uma empresa que faz bom marketing de conteúdo precisa ter o time de Produto, Vendas, RH, Atendimento e todos os outros envolvidos com conteúdo.
Fazer um Stories no refeitório com seus colegas é conteúdo também.
Portanto, uma empresa que coloca o marketing de conteúdo no centro de seus planejamentos pode se dar muito bem com essa estratégia.
Ademais, o Marketing de conteúdo pode atrair até 3,7x mais clientes e aumentar as receitas em mais de 2x, segundo um relatório da Rock Content.
Mas, conduzir uma estratégia eficiente de marketing de conteúdo pode ser um pouco confuso devido a todas as possibilidades de caminho e canais que podem ser seguidos.
Então, pensando nisso, separamos alguns canais principais para que você possa produzir conteúdo e saiba quando encaixá-los nas etapas do funil.
Vamos começar com o Topo de Funil (ToFu).
Blog
O blog é onde o marketing de conteúdo começa. É sua principal fonte de geração de conteúdo.
Com um blog você pode ter:
- Textos;
- Vídeos;
- Podcasts;
- Infográficos;
- e muito mais.
A vantagem de ter um blog, é que ele é sua casa. Você pode trabalhar nele como quiser e escrever o que quiser. Além disso, é onde você tem as maiores possibilidades de se posicionar bem nas buscas do Google, por exemplo.
Portanto, uma estratégia de marketing de conteúdo não pode faltar um blog. Nele, você pode responder perguntas dos seus clientes, fazer comparações de produtos e ensinar sua base de contatos.
Então, use o blog principalmente na etapa de topo de funil, onde você poderá criar textos informativos e educacionais para responder as principais dúvidas relacionadas ao seu nicho de atuação e trazer a presença (Aware) das pessoas para ele.
Sites e Hotsites
Possuir um site é a primeira coisa que você precisa fazer para criar um negócio digital.
Assim como o blog, o site é sua casa e é você quem manda nela. Portanto, evite pensar que pode fazer marketing digital somente através das redes sociais, por exemplo.
No site, você pode inserir conteúdos explicativos, que não se baseiam tanto em textos, como no blog.
Ele poderá servir de suporte para explicar o seu produto ou serviço, enquanto o blog pode aprofundar no conteúdo de texto para responder perguntas para os problemas que seu produto ou serviço resolve.
Assim, uma boa maneira de começar um negócio digital é produzindo um Hotsite ou Site OnePage (de uma página só). Esse tipo de site é mais simples e funciona para a grande maioria dos negócios que estão iniciando no mundo online.
A diferença para um Site Institucional é que o site institucional possui mais páginas e mais conteúdo para apresentar. Geralmente, isso acontece quando a empresa já possui uma história de vida mais longa. Porém, nada impede você de começar com um site institucional normal.
Redes Sociais
O marketing de mídias sociais (Social Media Marketing) é uma parte importante da estratégia de marketing de conteúdo.
Vamos dedicar uma parte inteira desse conteúdo sobre Marketing de Mídias Sociais. Porém, antes precisamos entender como ele se encaixa no marketing de conteúdo como topo de funil.
A intenção de produzir conteúdo nas redes sociais como topo de funil é gerar atração para seu site, blog ou landing page.
Ou seja, levar visitantes para seu canal principal (seu site) através do Facebook, Instagram, Linkedin e etc.
Portanto, algumas boas ideias de produção de conteúdo de topo de funil para redes sociais podem ser:
- Divulgar o artigo que você escreveu no blog;
- Explicar como um serviço funciona brevemente e colocar o link para saber mais que direciona para seu site;
- Um vídeo explicando um problema comum de seus clientes e como seu novo ebook ajuda a resolver;
Podcasts
O consumo de conteúdo por áudio tem crescido bastante nos últimos anos.
- Os podcasts se tornaram quase tão populares quanto o rádio em apenas sete anos, com a diferença de ouvintes diminuindo de 53% para apenas 7%;
- Mais de 50% dos profissionais de marketing agora usam podcasts para alcançar seu público.
- 36% dos ouvintes dizem que tentaram mudar seu estilo de vida por causa de um podcast que ouviram.
Além disso, a produção de podcasts vem crescendo junto dos consumidores:
Portanto, isso significa que produzir Podcasts são uma ótima maneira de gerar conteúdo.
Esse canal é especialmente interessante se seu público é mais jovem. Segundo a Infinite Deal 20, 48% do público que consome podcasts mensalmente tem entre 12 e 34 anos de idade.
Então, com um podcast, você pode incentivar os ouvintes a visitarem seu site, baixarem conteúdos em páginas específicas do seu blog ou gerar leads para receberem um e-mail quando você lançar um novo episódio.
Vamos falar agora de conteúdos de Meio de Funil (MoFu)
Webinar
O termo webinar ou webinário deriva de “seminário web”. Ou seja, Um seminário que é realizado de forma online.
Esse tipo de conteúdo se popularizou bastante por ser relativamente simples de ser feito.
Você precisa apenas de um webcam e conexão com internet para fazer um webinar. Além disso, em alguns casos nem precisa usar a câmera.
Utilizando uma apresentação de slides e um microfone já é possível fazer um webinar e entregar um conteúdo de valor.
Confira esse webinar que fizemos com os parceiros da nossa Comunidade sobre “Como Vender Mais”:
Percebeu?
Foram quase 50 minutos de conteúdo de valor para nossa audiência com poucos slides e um microfone.
O webinar é um conteúdo muito útil no meio do funil. Pois, com o webinar, você pode solicitar que seus visitantes se inscrevam para assistir, deixando o contato delas para serem avisadas quando o webinar estiver disponível, gerando leads para sua lista.
Seu webinar pode ser ao vivo ou pré-gravado, dependendo de como você se sente confortável para fazer.
Ebook
Um e-book é a abreviatura para “electronic book” ou “livro digital”.
Esse é um conteúdo de texto diagramado e mais denso, que seus visitantes podem acessar para se aprofundar em algum tema relacionado ao seu nicho.
A função do ebook é educar sua audiência e facilitar a transição dele para o fundo do funil.
Os ebooks são ferramentas ótimas para gerar leads e aumentar sua base. Afinal, você pode solicitar que seu visitante deixe o contato dele para acessar o conteúdo aprofundado.
Whitepaper
Um whitepaper é um documento sólido com dados aprofundados sobre um tema.
Assim como o ebook, a função dele é educar sua audiência.
Mas qual a diferença entre eles?
O whitepaper geralmente vai mais direto ao ponto. Em seu conteúdo podem conter dados mais detalhados, infográficos e dados científicos.
O ebook tem uma maior liberdade literária, visto que ele é literalmente um livro digital.
Se seu público for do tipo que gosta mais de consumir dados e ir direto ao ponto, use um whitepaper em sua estratégia de marketing de conteúdo.
Newsletter
Uma newsletter é um e-mail marketing relacional onde o conteúdo é um conjunto de novidades.
Essa é uma ótima forma de gerar conteúdo de meio de funil (MoFu). Afinal, você estará se relacionando com a sua base de contatos.
A sua newsletter pode conter conteúdos como:
- Novidades do seu blog;
- Novos episódios do seu podcast;
- Curadoria de conteúdo;
A intenção da newsletter é continuar com sua lista de contatos engajada com sua marca.
Um exemplo é o FLG (Founder-led Growth), uma newsletter focado na estratégia de Founder-led Growth no Linkedin.
Agora vamos falar um pouco de conteúdos de fundo de funil (BoFu).
Trials e Demos
Se você vende Software como Serviço (SaaS), o trial ou teste é uma ótima forma de conteúdo de fundo de funil na sua estratégia marketing digital.
Nessa fase, seu lead já aprendeu sobre o problema que ele precisa resolver e está tomando a decisão de qual software vai utilizar.
Uma ótima ideia é oferecer alguns dias grátis ou liberar uma versão de demonstração para que ele possa degustar da sua solução.
Calculadoras de comparação
Uma excelente forma de conteúdo fundo de funil é oferecer uma planilha que calcula os benefícios ou redução de custo que seu lead vai ter ao comprar sua solução.
Você o ajuda a tomar decisão, que é o objetivo dessa fase do funil.
Estudos de caso
A prova social é um gatilho mental poderosíssimo. As pessoas preferem comprar de uma marca quando sabem que existem outros clientes que utilizaram a solução e tiveram sucesso.
Por isso, invista em estudos de caso de sucesso de clientes anteriores. Assim, você demonstra que sua solução funciona e auxilia na tomada de decisão do seu lead.
O estudo de caso pode ter vários formatos:
- Vídeo de depoimento;
- Carta com recomendação;
- Um post no blog contando sobre como superaram o desafio daquele cliente;
- Um whitepaper;
Use esse recurso ao máximo na sua estratégia de marketing digital.
Agora que você sabe como montar uma estratégia de Marketing de Conteúdo, vamos falar de outra estratégia fundamental para o marketing digital.
06. SEM (Search Engine Marketing) ou Marketing de Buscas
o SEM ou Search Engine Marketing é a estratégia de marketing digital que tem como objetivo utilizar técnicas para aumentar as chances do seu site ser encontrado pelos motores de busca.
O Google, Baidu, Yahoo e Bing são um dos principais motores de busca do mundo. Porém, mais de 95% de todas as pesquisas e buscas feitas na internet são através do Google.
Logo, vamos focar nos métodos utilizados para se posicionar bem no Google. Mas, podemos falar que o Marketing de Buscas vale para qualquer mecanismos que possua algoritmo de pesquisa.
Por exemplo, o iFood ou Rappi possui algoritmos de pesquisa. Portanto, podemos utilizar de técnicas de SEM para melhor o posicionamento do restaurante nesses aplicativos.
Outro exemplo, contudo falando novamente dos buscadores, criar uma conta no Google Meu Negócio é uma das formas de ganhar vantagem no marketing de buscas quando falamos do Google. Afinal, você tem acesso a recursos especiais nessa listagem ao cadastrar sua empresa por lá.
Com o marketing de buscas a intenção é entender como funcionam os algoritmos de buscas para aplicar técnicas que auxiliem à uma melhor encontrabilidade do seu negócio.
O SEM é dividido em 2 tipos diferentes de busca: orgânica e paga.
07. SEO (Search Engine Optimization)
O SEO (Search Engine Optimization) é o conjunto de técnicas utilizadas para melhorar o posicionamento orgânico de um site ou página na internet.
É muito comum confundir o SEO (Search Engine Optimization) com o SEM (Search Engine Marketing). Mas, é importante lembrar que a pesquisa orgânica (SEO) é apenas uma parte do SEM.
Ou seja, o SEO está dentro do SEM e não fora dele.
O SEO por si só possui uma vasta capilaridade de habilidades a serem desenvolvidas. Afinal, ele envolve compreender e se adaptar ao algoritmo dos motores de busca.
Segundo a Backlinko, são pelo menos 210 critérios diferentes para definir o ranqueamento das páginas no Google.
A Otimização dos Motores de Busca (SEO) pode ser dividido em 3 partes principais:
SEO On-page
O SEO On-page ou “dentro da página” é o conjunto de técnicas que se refere a melhorar o desempenho de uma página específica, como este conteúdo de blog que você está lendo.
O objetivo do SEO On-page é garantir que o conteúdo seja útil e forneça a melhor resposta possível para o usuário.
Por isso, o SEO está intimamente ligado com o Marketing de Conteúdo, como vimos. Quanto melhor o conteúdo, melhor seu posicionamento nos motores de busca.
SEO Off-page
O SEO Off-page ou “fora da página” é o conjunto de técnicas relacionadas a melhorar o desempenho do seu site em referências externas.
Assim, se o seu site está sendo citado por outros sites de qualidade (com bom SEO On-page), os motores de busca entendem que sua informação é de qualidade e passam a mostrar ele para mais pessoas.
Aqui, você precisa garantir que seu site esteja sendo citado por sites com boa saúde e boa pontuação de confiança pelos motores de busca.
Você pode fazer isso utilizando algumas ferramentas como SEMRush, Moz ou Ahrefs.
Além disso, precisa eliminar seus links de sites tóxicos, como sites que publicam SPAM ou que sejam potencialmente perigosos. As ferramentas mencionadas acima podem ajudar a identificar esses links tóxicos.
SEO Técnico
O SEO Técnico está relacionado ao conjunto de técnicas de programação para tornar o site com código mais limpo e deixá-lo mais veloz.
O SEO Técnico vai impactar tanto no SEO on-page quanto no SEO off-page. Então, deve sempre ser levado em consideração na sua estratégia de marketing digital.
E além do SEO, onde você otimiza sua busca orgânica, preste atenção também na busca paga ou tráfego pago.
08. Tráfego Pago no Marketing Digital
O tráfego pago ou busca paga é o conjunto de técnicas para melhorar o posicionamento do site, página ou perfil nos mecanismos de busca pagos. Ou seja, em anúncios.
Os anúncios são a maneira mais rápida de se obter resultado com o marketing digital. A contrapartida é que você precisa investir capital para ter resultados significativos.
A grande sacada com o tráfego pago é conseguir gerar ROI (Return of Investment) ou retorno de investimento.
Cada real que você investe em anúncios deve trazer um saldo positivo de retorno. Caso contrário, seu negócio poderá ficar em apuros.
Existem diversas plataformas de anúncio para gerar tráfego pago para o seu site:
- Google Ads (o Youtube Ads também se encaixa aqui);
- Facebook Ads (você anuncia pelo Instagram pelo mesmo local);
- Twitter/X Ads;
- Linkedin Ads;
- CDN (Content Display Network), como Outbrain, Taboola e outros;
- Listas de E-mail;
Além disso, podemos dividir o tráfego pago em duas grandes frentes: a geração de demanda e a cobertura de demanda.
Mas, sem dúvida, as duas maiores plataformas de anúncio hoje são o Google Ads e o Facebook Ads.
Google Ads
Ao anunciar no Google, você tem a chance de cobrir a demanda de buscas por uma determinada palavra-chave, se posicionando na frente das buscas orgânicas.
Mas, cuidado! Dependendo da palavra-chave da qual você deseja ranquear no Google, o custo pode ficar alto demais.
No Google Ads, podemos separar os anúncios em táticas diferentes: Rede de Pesquisa e Rede de Display.
Rede de Pesquisa
Na Rede de Pesquisa (Search Network) você pode criar anúncios para aparecer na SERP (Search Engine Ranking Page). Veja o exemplo abaixo para uma pesquisa para a palavra-chave “marketing digital”:
As três primeiras posições na página de resultados (SERP) são de anúncios.
Como mais de 90% dos cliques nas buscas ficam entre as 3 primeiras posições, essa pode ser uma ótima maneira de começar a trazer tráfego para o seu site.
Preciso fazer SEO nos anúncios do Google?
Veja que o tráfego pago no Google Ads é diferente de SEO.
Você não precisa fazer SEO para anúncios.
Mesmo assim, um dos fatores de ranqueamento nos anúncios, que funcionam como um leilão, é a qualidade da página de destino.
Ou seja, seu site precisa ser bom aos olhos do Google para conseguir se posicionar ainda melhor nos anúncios.
Na Rede de Display (Display Network) estão todos os anúncios visuais. Nela, você pode anunciar com banners em outros sites e no Youtube, até mesmo em aplicativos.
Veja um exemplo de anúncio de banner na Rede de Display do Google Ads.
Aqui, o SEMRush fez um banner e anunciou na Rede de Display do Google. Alguns sites liberam o uso desses espaços publicitários para que anunciantes do Google anunciem neles.
Os site que permite esse tipo de espaço publicitário ganha dinheiro com o Google Adsense, sendo um parceiro do Google para espaços publicitários.
O mesmo funciona para Youtube.
Se você deseja alcançar muitas pessoas em grandes portais ou canais do Youtube, a Rede de Display do Google pode ser uma ótima ferramenta.
Facebook Ads
O Facebook Ads é a plataforma de anúncios do Facebook.
Nela, você pode anunciar em todos os aplicativos e plataformas do Facebook, como o próprio Facebook, Instagram e Whatsapp (o Whatsapp ainda não possui anúncios, mas deve ser liberado em breve).
O Facebook Ads é uma boa aposta se você deseja gerar demanda com seus anúncios. Afinal, você poderá abordar as pessoas quando não estão exatamente procurando por algo relacionado ao seu produto.
Essa estratégia possui algumas vantagens como atingir um público específico mais rapidamente.
Porém, também trazem desvantagens. Por exemplo, esse tipo de anúncio costuma ser mais invasivo, visto que a pessoa não pediu para ver seu anúncio, podendo gerar uma reputação ruim para sua marca se o conteúdo do anúncio não for extremamente útil.
Logo, coloque isso em pauta ao realizar o seu planejamento de marketing digital.
09. Marketing de Mídias Sociais (Social Media Marketing)
O Marketing de Mídias Sociais é uma das estratégias de marketing digital mais importantes dentre todas elas. Afinal, a atenção de mais da metade da população está voltada para elas.
Ela consiste em criar táticas de atração e engajamento do seu público a fim de gerar presença e vendas para sua marca.
As principais táticas dessa estratégia se dividem em 4 partes:
- Social Influencing;
- Networking;
- Listening;
- Selling;
Social Influencing
Um dos maiores objetivos de uma estratégia de mídia social é influenciar o pensamento do seu público para garantir uma boa percepção da marca na mente de seus clientes e potenciais clientes.
Os principais objetivos do Social Influencing são:
- Gerar engajamento;
- Aumentar o tráfego no site;
- Melhorar a percepção da sua oferta;
- Aumentar a lista de e-mail;
Para influenciar nas mídias sociais, você precisa se adaptar ao contexto e fazer publicações relevantes para ela.
Por exemplo, uma publicação no Twitter é diferente de uma publicação no Linkedin. Afinal, os objetivos de quem usa cada uma dessas redes é diferente.
Social Networking
Com Social Networking queremos dizer que você precisa conversar com seu público.
Os principais objetivos do Social Networking são:
- Ganhar menções da sua marca;
- Criar parcerias estratégicas;
As redes sociais nada mais são que comunidades online. Então, além de entrar no contexto de cada comunidade, você precisa interagir com elas.
Ao longo do tempo, sua marca vai criar uma presença social e passará a ser mais lembrada pelo seu público.
Social Selling
O Social Selling é a arte de conduzir seu público em direção a adquirir a sua solução. Seja uma compra direta ou inscrição na sua lista.
Os principais objetivos do Social Selling são:
- Gerar leads/aumentar a lista de contatos;
- Adquirir clientes;
- Fazer cross sell/up sell;
- Aumentar a frequência de compras;
Portanto, podemos dizer que além de participar da sua comunidade, você não deve esquecer do seu objetivo principal de negócio, que é aumentar suas receitas.
Social Listening
Além de vender e conectar, a estratégia de marketing nas mídias sociais precisa levar em consideração a reputação da marca. Por isso, o Social Listening é a tática perfeita para isso.
Os principais objetivos do Social Listening são:
- Gerenciar sua reputação;
- Aumentar a retenção de clientes;
- Reduzir reembolsos;
- Identificar gaps de produto e de conteúdo;
Logo, sabendo que 1/4 de toda população está ativa nas redes sociais, é natural enxergar que elas queiram ser atendidas pelas marcas por lá também.
Então, não esqueça de incluir o Social Listening na sua estratégia de marketing nas mídias sociais.
10. Lançamentos Digitais (Fórmula de Lançamento)
Uma das mais conhecidas estratégias de marketing digital no Brasil são os Lançamentos Digitais.
Os lançamentos ficaram bastante conhecidos no Brasil através do Érico Rocha, que é um empresário e infoprodutor.
Mas, muita gente se engana quando pensa que o Érico Rocha criou esse método.
Quem criou o Fórmula de Lançamento?
O método da Fórmula de Lançamento foi criado por Jeff Walker e está descrito no livro Product Launch Formula.
A grande promessa dessa estratégia é gerar 6 dígitos em vendas (ou $ 100.000,00) em 7 dias.
→ Conheça os 10 Mitos sobre o Fórmula de Lançamento.
Outra coisa que muitas pessoas confundem ao iniciar no marketing digital é que a fórmula de lançamento em si é o marketing digital.
Mas, como já vimos aqui, essa é apenas mais uma das muitas estratégias de marketing digital disponíveis.
Além disso, a Fórmula de Lançamento combina táticas de marketing digital e vendas. Isso inclui habilidades que não necessariamente são da área de conhecimento do marketing.
Tipos de Lançamento
Existem tipos de lançamentos conhecidos:
- Lançamento Semente ou LS;
- Hiper-Lançamento Semente ou HLS;
- Lançamento Interno ou LI;
- LE ou Lançamento Externo;
- Lançamento Relâmpago ou LR;
- LA ou Lançamento de Afiliados;
- Lançamento Perpétuo ou LP;
Além disso, outras adaptações de lançamento foram criadas a partir da difusão de metodologia no Brasil:
- Lançamento Meteórico;
- Espartano;
- Passariano;
- E outras adaptações;
A Fórmula de Lançamento é uma metodologia que funciona, tendo a própria Marfin gerado clientes que ficaram milionários com esse método.
Mas, é uma estratégia de marketing digital que exige muito tempo, energia e na grande maioria dos casos, dinheiro. Afinal, uma das principais forças para se atingir o desejado 6 em 7 é o tráfego pago.
Então, use essa estratégia com cautela.
Videomarketing
O videomarketing consiste em usar produções audiovisuais como conteúdo para sua estratégia de marketing.
Um pesquisa do Google mostrou que até 2021, mais de 80% de todo conteúdo na internet será consumido através de vídeo. Porém, já podemos ver essa realidade acontecendo bem agora.
Portanto, usar vídeos na sua estratégia de marketing digital é fundamental para ter sucesso em sua jornada.
Livros de Marketing Digital
Para aprender de forma profunda sobre o Marketing Digital, nada melhor do que os livros.
Afinal, neles você encontra conteúdo denso baseado em pesquisas e que passaram por revisões antes de ser publicado.
Portanto, você pode conferir nossa lista de livros de marketing digital completa em um post dedicado para isso. basta clicar no link.
Assim, você evita informações confusas que pode encontrar em blogs e pode confrontar com alguma publicação.
Aqui, deixamos alguns livros de marketing digital para você começar:
- Marketing 4.0 – Philip Kotler
- A Bíblia do Marketing Digital – Cláudio Torres
- Marketing Digital na Prática – Paulo Faustino
- Os 8 Ps do Marketing Digital – Conrado Adolpho
- Marketing Digital para Leigos – Russ Henneberry & Ryan Deiss
Como começar no Marketing Digital?
Por fim, depois de conhecer TUDO sobre marketing digital, talvez você tenha se perguntado:
Como eu posso começar a trabalhar com isso?
Agora que você tem uma visão geral, a melhor maneira é se aprofundar. Por isso, vamos criar conteúdos exclusivos para te ajudar nessa jornada Confira nossa trilha de conteúdos:
- O que é Tráfego Orgânico? (Marketing explicado)
- O que é Funil de Vendas? (Marketing explicado)
- O que é Nutrição de Leads? (Marketing explicado)
- O que é CTR? (Marketing explicado)
- Frases de Marketing Digital para te Inspirar
- O que é CTA? (Marketing explicado)
- O que é ROI? (Marketing explicado)
- Planejamento Estratégico de Marketing: Guia Completo Passo-a-Passo
- O que é Analytics? (Marketing explicado)
Além disso, confira nosso Glossário do Marketing em destaque na nossa página inicial.
Conclusão
Não existe melhor ou pior tática no marketing digital. Logo, tudo depende do modelo de negócio e da sua pegada.
Um dos principais erros que os profissionais de marketing cometem é favorecer um tipo de tática ou outra, desnecessariamente.
Seu negócio pode utilizar de todas as táticas de marketing digital disponíveis, em produtos, categorias ou épocas diferentes. Portanto, você pode ter sucesso usando Inbound, Outbound, Lançamento e todas as outras ao mesmo tempo. Uma tática não exclui a outra.
Então, quer conhecer um pouco mais sobre os nossos serviços de Marketing Digital?
Clique e conheça mais sobre o Marketing On Demand que podemos fazer por você