Conheça a História do Marketing em uma Linha do Tempo da Idade do Metal até o Futuro dos Metaversos

A história do marketing mostrou que ele se tornou uma ciência de identificar e criar valor para produtos e serviços que interessem ao consumidor. Mas, nem sempre foi assim.

Alguns autores mencionam que marketing é uma arte.

Na nossa concepção, o marketing já passou de uma arte (visão abstrata) para uma ciência (visão de exatas).

No início da história do marketing, as estratégias eram mais pautadas na tentativa e erro.

Por isso, poderia ser considerada uma arte.

Hoje, com a evolução das técnicas de marketing, podemos produzir e replicar estratégias, tornando o marketing uma ciência.

Para entender um pouco mais dessa evolução, vamos conhecer a linha do tempo do marketing e como ele evoluiu.

Quando surgiu o marketing?

Podemos dizer que o marketing existe desde que o comércio foi criado.

Que foi quando seres humanos começaram a trocar bens entre si através do escambo.

Por exemplo, imagine que você é um agricultor que planta batatas.

Você vai com sua colheita na feira local (mercado) a fim de trocar suas batatas por um pouco de lã para o inverno.

Porém, existe outro agricultor que também planta batata na sua região.

Para quem participa da feira, como escolher qual batata levar? A sua ou a do “concorrente”?

Então, para aumentar o valor percebido da sua mercadoria, você começa a dizer aos passantes como cuida de sua plantação.

Você adiciona elementos em seu discurso que fazem com que sua batata pareça de melhor qualidade que a do concorrente.

Isso é marketing.

Mas, começamos a chamar o marketing com esse nome apenas após a Segunda Guerra.

Com o aumento da concorrência, teóricos começaram a criar fórmulas de como atrair e manter clientes.

Assim, surgiu o marketing como conhecemos. Um conjunto de técnicas e estratégias formuladas para atrair a atenção do consumidor.

Como falamos, no início desse conteúdo, o princípio era baseado em ideias abstratas de tentativa e erro, que muitas vezes fugiam do que era ético, com o intuito de atrair clientes a qualquer custo.

Quem criou o marketing?

Marketing pode ser traduzido para o português como “mercadologia”.

Logo, os profissionais que criaram essa ciência eram pessoas ligadas ao mercado, ao comércio.

E, mesmo que existam alguns autores proeminentes como Philip Kotler, chamado de “pai do marketing”, não existe apenas uma pessoa fundadora desse saber.

Foram várias pessoas e profissionais ligadas ao mercado que começaram a teorizar, discutir e ensinar formas de atrair consumidores.

No início dos anos 1940, mercadólogos como Walter Dill Scott e William J. Relly começaram a publicar estudos aplicando a psicologia na hora de vender.

E nos anos 1950, Peter Drucker começou a colocar o marketing como uma força que deveria ser considerada pelos administradores de negócios.

Evolução do Marketing no tempo

Vamos traçar uma linha do tempo do marketing para ter uma maior compreensão de como essa ciência evoluiu:

Florescimento do comércio — Século VII a.C. à 1760 (Início da História do Marketing)

As primeiras moedas são datadas de 7 séculos antes de Cristo.

E, a moeda tem um papel importante na história do marketing.

Com o desenvolvimento de muitas mercadorias, o escambo se tornou difícil para satisfazer a todos os consumidores.

Por isso, era preciso uma forma única, aceita por todos, para se trocar mercadorias.

Assim surgiu a moeda.

E, com isso, as técnicas para atrair consumidores a fim de acumular mais moedas.

Era o início da história do marketing, como comentamos.

Revolução Industrial — 1760 à 1939

Mais de 1.000 anos se passaram e o marketing continuava como apenas uma parte pouco considerada na arte de vender.

A Revolução Industrial foi um período de extremo desenvolvimento tecnológico e, portanto, de escala na fabricação de mercadorias.

A partir disso, com mais mercadorias disponíveis, eram necessárias novas formas de se gerar demanda.

Assim, podemos dizer que na história do marketing a Revolução Industrial foi o pontapé do marketing como conhecemos atualmente, com profissionais mais dedicados a esse aspecto das vendas.

Inclusive, os primeiros anúncios em jornais surgiram nessa época, dando início a Publicidade como conhecemos hoje.

Ainda assim, a maioria das técnicas aplicadas na época ainda eram pouco embasadas cientificamente.

Em resumo, o marketing aqui estava engatinhando.

Segunda Guerra Mundial — 1939 à 1945

Com a Segunda Guerra Mundial, podemos dizer que as técnicas de marketing que eram até então usadas para vender mercadorias passaram a ser utilizadas para vender ideologias.

Sabemos que a Propaganda foi uma das maiores armas políticas do partido nazista de Hitler.

E, em contrapartida, os Aliados também trabalhavam para disseminar seus ideais contra esse regime, a fim de ganhar apoio da população mundial.

Com esse momento de extrema tensão, surgiram diversas técnicas de Neuromarketing.

Por sua vez, essas são técnicas capazes de atuar no estado emocional de uma pessoa a fim de que ela tome uma ação em favor daquele que faz a propaganda.

Pós-guerra — 1945 à 1960

Com o final da Segunda Guerra, se inicia uma corrida mundial para recuperação econômica e domínio mercadológico.

Desse modo, as empresas agora querem gerar demanda para seus produtos criados em escala.

E, foi nesse período que surgiram as primeiras publicações mencionando o marketing como uma arma da administração de empresas.

Peter Drucker lança em 1954 o livro “A Prática da Administração de Empresas” onde menciona o marketing como uma força a ser explorada pelos gestores.

1960 à 1970 — A Ascensão do Marketing

Essa foi a época de maior ascensão do marketing como ciência até agora.

Em 1960, Theodore Levitt publicou um artigo intitulado “Miopia em Marketing” para a revista Harvard Business School.

Nele, ele mostra como conquistar clientes a qualquer custo é um erro.

Então, ele explora teorias de como a satisfação do cliente é primordial para vendas de produtos de forma consistente.

Com isso, mais estudos e dados foram levantados sobre o assunto e a academia começou a levar o marketing como uma ciência séria que deveria ser estudada.

E foi quando em 1967, Philip Kotler, lançou o livro “Administração de Marketing”, reunindo pela primeira vez estudos e testes validados sobre marketing.

Foi também nessa época que marcas conhecidas do mundo atual tiveram sua ascensão. Graças a essa arte que se transformou em ciência.

1970 à 1980 — A Consolidação do Marketing

Nesse período, houve a consolidação do marketing.

Começaram a surgir os primeiros departamentos de marketing nas grandes empresas.

Além disso, o marketing passou a ser visto como uma real vantagem competitiva. Não apenas no mundo corporativo, mas em outras atividades também.

Entretanto, governos e outras instituições se aproveitaram do estudo do marketing para vender novas ideias e gerar demanda não apenas para produtos, como para votos.

A publicidade e a propaganda começam a ter papel importante no cotidiano das estratégias de qualquer projeto.

1980 à 1990 — A Era dos Gurus

Na década de 1980, com o marketing agora visto como vantagem competitiva, muitos profissionais passaram a replicar em diversos negócios as estratégias que funcionavam em outro lugar.

Assim, começam a surgir as “fórmulas do sucesso” e os gurus do marketing.

Esse período ficou conhecido por publicações e teorias que deixavam de lado o estudo científico do marketing e voltavam a falar de formulações empíricas.

O marketing começa a se difundir e fazer parte do dia-a-dia de empresas de todos os tamanhos.

1990 à 2000 — A Era do Comércio Eletrônico

Os anos 90 foram marcados pela chegada da internet e informação em massa.

Isso teve um profundo impacto na história do marketing.

A maneira como se fazia marketing mudou e foi nesse período que surgiram o CRM, o Marketing Direto e novas técnicas para se comunicar e chamar a atenção do consumidor.

E, com a informação se difundindo rapidamente, muda-se a forma como o consumidor percebe as empresas.

O consumidor passa a exigir uma responsabilidade social das marcas com quem fazem negócio.

Marcas que possuem um compromisso com a sociedade e sabem comunicar isso, chamam mais atenção do que aquelas que não possuem.

É a primeira vez que a responsabilidade social passa a se tornar uma vantagem competitiva.

2000 à 2020 — A Era do Marketing Digital

Com o crescimento da internet e o acesso de banda larga, surge a Web 2.0.

Nesse período, vemos o avanço do marketing digital e a criação de estratégias dedicadas para a web.

Além disso, começa a expandir o e-commerce, mudando radicalmente os hábitos de consumo.

A publicidade tradicional começa a perder espaço para a digital, com empresas recém-nascidas como Google e Facebook revolucionando a forma de se fazer publicidade.

Com o avanço dessas startups, começam a surgir o Marketing de Buscas e Marketing de Mídias Sociais.

Marcas agora são muitas vezes chamadas de DNVB (Digital Native Vertical Brand), sendo criadas a partir do digital e eliminando intermediários no relacionamento com o consumidor.

2020 à 2030 — A Era do Conteúdo

Nesse período, vemos um crescimento exponencial no volume de informações.

Marcas percebem o valor da presença digital e o marketing se torna uma questão estratégica.

Para se diferenciar, elas investem em conteúdo próprio e que comunica diretamente com seu público.

Dessa forma, o Marketing de Conteúdo passa a ser a tática de marketing digital mais utilizada pelas organizações.

Além disso, o Marketing de Influência se consolida e se torna uma das principais estratégias das empresas para atrair atenção.

O consumidor passa a dominar a relação e ditar as regras de onde consome conteúdo e isso desafia os profissionais de marketing a reverem suas estratégias.

Logo, não se trata mais de distribuir seu produto e dominar os canais de comunicação, mas sim de saber conversar de forma personalizada com cada consumidor.

Os dados passam a fazer parte integral das decisões mercadológicas e as empresas que prosperam são as que sabem coletar, gerir e tomar decisões baseadas em dados.

Plataformas surgem para remover intermediários das transações, fazendo surgir novas disciplinas do marketing como:

  • Product Marketing (Marketing de Produto);
  • Data-driven Marketing (Marketing guiado por dados);

Então, o surgimento da Web 3.0 e a descentralização da internet cria novas fronteiras a serem atravessadas como metaversos e realidades alternativas.

Mundo e universos completamente diferentes surgem e começam a ser explorados pelas marcas.

2030 em diante — Nossa opinião sobre o futuro

Viveremos em mundos paralelos simultaneamente, com uma linha tênue que divide a realidade objetiva da realidade alternativa.

As marcas precisarão conectar os dois (ou mais) mundos a fim de criar experiências híbridas de consumo.

O on-line e o off-line serão agora parte de uma única estratégia combinada.

Então, o marketing passará a ser uma função ainda mais estratégica, e não existirão mais departamentos de marketing isolados.

Consequentemente, essa será uma ciência obrigatória nos conhecimentos de times de Produto e Negócios.

De fato, não existirão mais intermediários em transações comerciais, obrigando os agentes de marketing a encontrarem novas formas de gerar negócios.

A história do marketing se repete

Por fim, veremos o marketing voltar a suas origens onde, quem produz as ofertas, precisará desenvolver formas de conseguir atrair demanda de forma direta, sem intermediadores.

Portanto, é a história se repetindo com novas fronteiras a serem descobertas.

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Nele, publicamos um resumo diário dos principais acontecimentos no mundo do marketing. Não fique de fora e saiba todas as novidades na nossa comunidade.

Ivan Cordeiro Junior
Ivan Cordeiro Junior
CEO e Fundador da Marfin. Engenheiro de Software e Especialista em Marketing Digital com mais de 10 anos de experiência de mercado e dezenas de formações internacionais, incluindo Google e Meta (Facebook).

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